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Quantos esforços
fazemos na época do Natal para alegrar com presentes os que nos são
chegados! Não poupamos tempo ou dinheiro para alegrá-los. A satisfação
de quem recebe um presente com gratidão e o utiliza reflete-se naquele
que o presenteou.
Mas como são
pequenos e fúteis todos os esforços humanos e as experiências
com nossos presentes, quando avaliamos a grandiosidade e a profundidade do presente
singular e incomparável que Deus, em Seu amor ilimitado, deu a nós
seres humanos no Natal: "Aquele que não poupou a seu próprio
Filho, antes, por todos nós o entregou..." (Rm 8.32). O Filho
de Deus foi entregue para morrer em nosso lugar e com sua morte expiou a culpa
do nosso pecado, abrindo novamente o caminho para Deus, dando-nos a vida eterna!
Por isso Paulo prossegue em Romanos 8.32, exclamando com alegria: "...porventura
não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?"
Este é realmente um presente de rei, um presente que nos foi dado quando
Jesus tornou-se homem, sem o qual estaríamos perdidos. Jesus "se
entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso,
segundo a vontade de nosso Deus e Pai" (Gl 1.4).
Os nossos presentes
terrenos sempre são apenas símbolos do nosso apreço por
alguém. Mas Deus, ao contrário, deu-se a Si mesmo "integralmente".
Ele realmente investiu tudo para a nossa salvação. Como procedemos
com o Seu presente? Estamos sempre conscientes da ilimitada grandeza do Seu
sacrifício? Temos também consciência do ilimitado esforço
que Deus fez em favor de nós pecadores? Além disso, como aceitamos
o Seu presente? Se temos que agradecer quando recebemos presentes das pessoas
que nos querem bem, quanto mais devemos agradecer e valorizar esse presente
de Deus! E também devemos usufruir desse presente em toda a sua plenitude.
Mas isso somente
acontece quando estamos dispostos a entregar a Deus tudo aquilo que gostaríamos
de guardar para nós mesmos. Não são as coisas exteriores
as que realmente importam, o que devemos entregar ao Senhor é o mais
íntimo do nosso ser, aquilo que consideramos nossa vida particular, que
não gostamos de expor a mais ninguém. O que está em jogo
é o meu coração. Sobre meu coração, que eu
gostaria de ver reservado só para mim, Deus coloca a Sua mão e
diz: "Dá-me, filho meu (ou filha minha), o teu coração"
(Pv 23.26).
Deus quer o
meu coração, pois justamente nele Jesus deseja ser o único
e absoluto Senhor e Mestre, e essa é ao mesmo tempo a condição
imprescindível para que Ele realmente possa dar-me tudo em Jesus Cristo.
A festa do
Natal deveria sempre recordar de maneira viva essa profunda verdade de que Jesus
é o maior presente de Deus para nós, e essa festa também
faz com que nos preocupemos a respeito de como procedemos em relação
a tal presente. Você já aceitou essa dádiva com gratidão
ardente e entregou a Ele o seu coração? (http://www.aJesus.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2000.
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