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O
filme "A Paixão de Cristo", dirigido por Mel Gibson, tem provocado
polêmicas em todo o mundo. Ele mostra as últimas doze horas da
vida de Jesus, e especialmente Sua crucificação, de uma forma
extremamente brutal. Os que defendem o filme louvam-no como uma das maiores
chances para a evangelização em dois mil anos. Os adversários
o consideram anti-semita, dizendo que incentivará o preconceito contra
os judeus.
Jesus
– a mesma atualidade de sempre
Mais uma vez fica evidente:
após dois mil anos, a existência de Jesus, Sua morte na cruz e
Sua ressurreição continuam causando o mesmo impacto. Esse fato
eleva-O acima de todos os outros personagens que influenciaram a História.
Enquanto o tema "Jesus" nunca perderá destaque, todas as outras
questões que ocupam a humanidade desaparecerão na insignificância.
A
questão da culpa
Uns atribuem aos judeus
a culpa pela morte de Jesus, como se esse tivesse sido um crime "comum".
Os judeus, por sua vez, acusam os cristãos de anti-semitismo consciente,
e até mesmo os apóstolos de serem parcialmente antijudaicos. Realmente
é verdade que os judeus foram violentamente perseguidos por causa da
crucificação de Jesus. Acusados de serem "assassinos de Deus",
muitos deles foram mortos por isso. Em meio a essas discussões, esquece-se
facilmente o Plano perfeito de Deus para a humanidade.
A oração da
Igreja primitiva em Jerusalém destaca o que importa: "verdadeiramente
se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes
(edomita) e Pôncio Pilatos (romano), com gentios e gente
de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito
predeterminaram" (Atos 4.27-28). Tanto as nações
(gentios) como os israelitas uniram-se na hora de decidir e executar a crucificação
de Jesus – mas essa ação fazia parte essencial do Plano de Deus.
Jesus tinha de morrer tanto por Israel como pelas nações, para
ser o Redentor de todos. Após Sua ressurreição, o próprio
Senhor disse aos discípulos no caminho de Emaús: "Porventura,
não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?"
(Lucas 24.26). Em sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro
expressou-se de modo semelhante: "sendo este (Jesus) entregue
pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes,
crucificando-o por mãos de iníquos" (Atos 2.23).
A morte de Jesus não
foi o resultado de ações puramente humanas, pois fazia parte do
Plano de Deus para a salvação da humanidade. Jesus é o
"dom inefável" de Deus para nós (2 Coríntios
9.15). Ele realizou o desígnio de Deus para nossa salvação
e o Pai celestial O entregou, como Cordeiro de Deus inocente, pela nossa culpa
(veja João 1.29,36). Naturalmente essa entrega aconteceu através
das mãos de pessoas. A geração do povo judeu da época
entregou Jesus aos gentios (romanos), para que Ele fosse crucificado. Os israelitas
representaram o sacerdócio que ofereceu o Cordeiro para o sacrifício
("...a salvação vem dos judeus" – João 4.22),
e Roma, a potência mundial, foi a instância executora. Tanto os
judeus como os gentios mataram Jesus. Entretanto, mais do que a geração
que vivia na época, foram os pecados de todas as gerações,
de todos os seres humanos de todas as épocas, que O mataram – pois Ele
morreu pelos nossos pecados, trazendo-nos a redenção. Todos nós
somos culpados: "Porque Deus a todos encerrou na desobediência
(tanto judeus como gentios), a fim de usar de misericórdia para
com todos" (Romanos 11.32).
Quem
é culpado pela morte de Jesus?
Na verdade, poderíamos
atribuir a culpa da morte de Jesus a Adão, pois através dele o
pecado entrou no mundo e foi transmitido a todos os homens. Por isso, era necessário
que Jesus ("o último Adão" – 1 Coríntios 15.45),
removesse a culpa. Cada pecado de todo ser humano condenou, crucificou e matou
Jesus. Sou culpado da morte de Jesus e imensamente grato a Ele por ter morrido
por mim, pois do contrário eu continuaria com minha culpa e estaria perdido
por toda a eternidade.
O que, porém, acontece
com os que discutem a questão da culpa pela morte de Jesus mas não
se decidem por Ele, não O aceitam pela fé e até O rejeitam
e desprezam? A situação deles, quer sejam judeus ou gentios, é
terrível, pois calcam aos pés o Filho de Deus, profanam o sangue
da aliança e ultrajam o Espírito da graça (veja Hebreus
10.29). Muito mais grave do que fazer acusações mútuas
de culpa é ser, pessoalmente, um inimigo da cruz de Cristo (veja Filipenses
3.18).
Jesus
toma a culpa sobre Si
Jesus, perfeitamente inocente,
declarou-Se culpado em nosso lugar. Ele tomou nosso pecado sobre Si e o carregou
na Sua cruz, não na cruz dos judeus, nem na cruz dos romanos: "porque
aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a
paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo
todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses
1.19-20). Muito antes de vir a este mundo, Ele já disse através
de Davi, manifestando Sua disposição de sacrificar-Se em nosso
lugar: "eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito;
agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração,
está a tua lei. Proclamei as boas-novas de justiça na grande congregação;
jamais cerrei os lábios, tu o sabes, Senhor" (Salmo 40.7-9; veja
também Hebreus 10.5-7).
Há discussões,
polêmicas e controvérsias sobre a culpa pela morte de Jesus e a
questão do anti-semitismo, mas esquece-se completamente que Deus queria
entregar-Se em sacrifício através de Cristo. Por trás dessa
disposição de ir para a cruz estava Seu infinito amor. Ele tomou
toda a culpa sobre Si para nos resgatar. Isso vale tanto para os judeus como
para os gentios (todos os não-judeus).
Se Jesus não tivesse
entregue Sua vida voluntariamente, teria sido impossível tirá-la
dEle, pois Ele afirmou: "Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha
vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário,
eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para
reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (João 10.17-18).
Exclusivamente Jesus tinha
o poder de dar a Sua vida, e Ele a entregou nas mãos dos judeus. Ao invés
de atribuir-lhes a culpa pela morte de Jesus, todos deveriam recordar que Jesus
foi judeu em Sua humanidade, e como tal voltará. Mas Jesus também
tinha o poder de reaver Sua vida. O judeu Jesus ressuscitou dentre os
mortos e retornou à casa do Pai. Desse modo, o primeiro homem a entrar
no lar celestial foi um judeu.
A
questão da culpa sob outro ângulo
Por que não se dá
aos judeus a "culpa" pela vinda de Jesus a este mundo? Afinal, Ele
nasceu de mãe judia e – segundo a descendência humana – era da
tribo de Judá! Por que não atribuímos aos judeus a "culpa"
pela redenção, pela ressurreição de Jesus, pela
Sua ascensão e, finalmente, pela Sua volta (veja Romanos 9.4-5)? Por
que não culpamos os judeus pela justiça e paz que serão
implantadas neste mundo no futuro reino de Jesus? Pois eles foram escolhidos
pelo Pai celestial para que Seu Filho se tornasse homem e para eles Jesus voltará
(veja Zacarias 14.4)!
Seria necessário
discutir a questão da culpa se Jesus tivesse permanecido morto, pois
apenas Sua morte como Justo não nos teria redimido (veja 1 Coríntios
15.13-18). Ele, porém, ressuscitou: Jesus vive! Por isso, juntamente
com o apóstolo Paulo, louvamos e exclamamos: "Ó profundidade
da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis
são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus
caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?
Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque
dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a
glória eternamente. Amém" (Romanos 11.33-36).
Sem
sentido, tudo permanece confuso
As acusações
mútuas sobre a culpa pela morte de Jesus ou de anti-semitismo mostram
apenas que ainda não se compreendeu o verdadeiro sentido da morte de
Jesus. Ao invés dos gentios olharem de forma negativa para os judeus
e vice-versa, todos juntos deveriam olhar "firmemente para o Autor e
Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta,
suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está
assentado à destra do trono de Deus" (Hebreus 12.2).
Ele fez tudo por você
– aceite-O agora mesmo como seu Salvador pessoal! (Norbert
Lieth - http://www.ajesus.com.br)
Extraído do Folheto A Paixão de Cristo (pacote com 100).

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Norbert Lieth será um dos preletores do 12º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Poços de Caldas/MG de 20 a 23/10/2010. Mais detalhes aqui » |
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